"Um mundo se abrirá aos seus olhos"
Johan Huizinga
(1872-1945) nasceu em Groningen, Holanda. Era o segundo filho de Dirk Huizinga
e Jacoba Tonkens. Sua mãe faleceu quando ele tinha apenas dois anos de
idade. Seu pai casou-se novamente dois anos depois com Manna de Cock, a quem
Huizinga considerava sua mãe biológica. Seu pai era um professor de fisiologia
muito admirado, que lecionava principalmente na Universidade de Groningen.
Após se formar na escola,
o jovem Huizinga matriculou-se no Departamento de Língua e Literatura Holandesa
da universidade de sua cidade natal; no entanto, ele já tinha um profundo
interesse em linguística comparada e línguas orientais. Após se formar em 1895,
aprofundou seus conhecimentos de línguas indo-europeias e, em 1897, obteve seu
doutorado com uma tese sobre um personagem da tradição teatral da Índia Antiga.
A partir de 1902 sua paixão pela história da Idade Média e do Renascimento tornou-se cada vez mais forte. Lecionou história em uma escola em Haarlem e também ministrou aulas de estudos orientais na Universidade de Amsterdã até ser nomeado professor na Universidade de Groningen, em 1905. Sua primeira esposa, Mary Vincentia, morreu em 1914 – ele teve cinco filhos com ela. Em 1915, foi nomeado professor de História Geral na Universidade de Leiden, seguido, em 1916, por sua nomeação como membro da Real Academia de Artes e Ciências dos Países Baixos. Em 1919 publicou sua obra-prima, O Outono da Idade Média. Sua biografia de Erasmo de Roterdã saiu em 1924 (tradução do holandês para o português de Daniel Dago, BEC Editora, no prelo). Em 1935 publicou Nas sombras do amanhã. Em 1937 casou-se com Auguste Schölvinck, com quem teve uma filha, Laura, nascida em Leiden, em 1941. Em 1938 publicou outra grande obra-prima, Homo ludens.
O historiador expressou
opiniões totalmente críticas sobre o Nacional-Socialismo, reiterando diversas
vezes sua posição. Ele foi preso em 1942 e mantido como refém – de agosto a
outubro daquele ano – no campo de concentração nazista de Sint Michelsgestel.
Mais tarde, foi libertado por motivos de saúde, mas não pôde retornar para sua
casa em Leiden: em vez disso, foi condenado ao exílio interno, a ser cumprido
nas províncias.
Um colega seu colocou uma
casa em De Steeg, na parte leste de Arnhem, à disposição dos Huizinga. O
historiador passou os últimos anos de sua vida ali, junto com sua esposa,
Augusta, e sua filha, Laura. Após uma breve doença, Huizinga morreu na manhã de
1º de fevereiro de 1945.